Não há inovação sem estratégia
A inovação é uma demanda da competição. Sua
necessidade é cada vez mais evidente nas organizações; seu
conceito e resultados cada vez mais presentes nos meios
acadêmicos e nas publicações especializadas em gestão
empresarial. Mas, como conduzir a inovação dentro das
organizações?
As grandes empresas consideradas inovadoras
– 3M, GE, Natura, Embraer, Dell, entre outras – se
diferenciaram das demais na estratégia para competir e
liderar. E a inovação é fator estratégico para competir,
alcançar e manter a liderança.
O que leva essas empresas a manterem o
sucesso durante tanto tempo e de forma consistente?
A Gestão do Conhecimento.
A Gestão do Conhecimento é o fator
estratégico que permite apresentar resultados e posições
invejáveis. As organizações inovadoras devem buscar
prioritariamente a geração de conhecimento e tecnologia, ou
pelo menos demonstrar competência na sua absorção e
aplicação.
As organizações que não apresentam clareza
de estratégia devem se aprofundar nas discussões para buscar
respostas sobre onde e como estarão num futuro próximo. A
grande dúvida que recai é: como manter o conhecimento sob
seu domínio?
A resposta é: sempre criar conhecimento e se
manter na frente da concorrência, ou, estabelecer um fator
competitivo que iniba os concorrentes de tentar combatê-lo
na sua área mais carente.
O estabelecimento de estratégias é rápido e
a própria organização geralmente é competente para sua
definição e detalhamento. A dificuldade está na sua
implementação. E a primeira dificuldade está na comunicação:
como comunicar as estratégias ?
O primeiro passo seria estabelecer os canais
de comunicação entre a direção da organização e seus
colaboradores. O segundo, estabelecer a linguagem a ser
utilizada. Outro ponto decisivo: obter a validade e
comprometimento com a estratégia.
Ou seja: se divulgada, será que todos
entenderiam a mensagem? Será que todos entenderiam a linha
estratégica? Todos se comprometeriam a implementá-la
efetivamente?
A grande maioria das empresas acabam
delegando somente gerencialmente a condução das estratégias,
acabando por gerar perda de eficiência nos processos, perda
de oportunidades, não identificação de talentos, não geração
de novas lideranças, falta de aproveitamento de competências
já existentes entre os colaboradores etc.
Toda organização tem conhecimento e
competências em seus colaboradores, fornecedores e parceiros
de negócios. A diferença para com as empresas inovadoras
está na essência dos valores permanentes, alinhamento da
estratégia com esses valores, estabelecimento de um ambiente
propício e competência na gestão de todas as variáveis
associadas.
Então, o grande desafio das organizações
competitivas é inserir de forma eficiente a Gestão do
Conhecimento.
Segundo Peter Drucker, “toda organização
deve se dedicar a criar o novo. E para isso precisam de 3
práticas sistemáticas: aprimoramento contínuo, aprender a
explorar seus conhecimentos e, aprender a inovar através de
um processo sistemático. Se isto não for praticado, elas
logo se perceberão obsoletas, perdendo a capacidade de
atrair e manter pessoas com talentos e conhecimentos”. Para
ele, gerente não é mais alguém responsável pelo trabalho de
subordinados, ou o responsável pelo desempenho de pessoas.
Gerente é o responsável pela aplicação e pela gestão do
conhecimento.
O também conhecido Deming enfatiza: “Nada
substitui o conhecimento. A inovação sistemática requer a
criação de modelos para a gestão do conhecimento, de forma
flexível e aberta para geração e compartilhamento espontâneo
do conhecimento existente na organização ou nos seus
parceiros de negócios.”
Podemos concluir que o processo sistemático
de inovação é sempre dependente da visão estratégica, que
também é dependente da gestão do conhecimento. Se há uma
prioridade estratégica, esta é investir na Gestão do
Conhecimento.
Fonte: Banas
Qualidade
Edição: Paulo
March
Livro recomendado: Portais
Corporativos : a revolução na Gestão do Conhecimento -
Negócio Editora.
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